Como surgiu a Radiologia no Brasil e no mundo

físico alemão Wilhelm Conrad Röntgen

 

A Radiologia, para quem não sabe, surgiu em 1895, há 121 anos. O físico alemão Wilhelm Conrad Röntgen (foto) descobriu os raios-x depois de ver, por acaso, sua mão projetada em uma tela enquanto trabalhava com radiações em seu laboratório. Após a descoberta, ele resolveu realizar uma documentação para provar o que tinha visto: efetuou a primeira radiografia da história da humanidade usando a mão esquerda de sua esposa, o que lhe rendeu o Nobel de Física no ano de 1901. A experiência de Röntgen representou no meio médico um grande avanço no diagnóstico por Imagem. Anos mais tarde, maravilhados com a inovação de enxergar pacientes por dentro, médicos do mundo todo adotaram a tecnologia nos tratamentos de saúde e operações medicinais, principalmente no Brasil, que sempre teve uma relação estreita com a Radiologia.

O primeiro procedimento radiológico em terras brasileiras até hoje é uma incógnita. De forma cronológica, todos os trabalhos estão muito próximos, por isso é difícil definir quem foi o pioneiro da atividade no país. Alguns acreditam que Alfredo Brito, na Bahia, foi quem deu o pontapé inicial. Outros apostam no paulista Silva Ramos. Francisco Pereira Neves, carioca, também faz parte da misteriosa lista. Há até quem diga que os físicos do estado do Pará são os pioneiros com experimentos pra lá de inovadores. Independentemente de quem realmente carrega a alcunha de pai da Radiologia no Brasil, o que importa é que o nosso país faz parte da vanguarda da ciência radiológica. Todos esses pesquisadores viajaram, estudaram e batalharam para ajudar a desenvolver a Radiologia que ainda engatinhava no mundo todo.

O desenvolvimento da Radiologia brasileira

Entre as décadas de 1920 e 1950, a Radiologia entrou em uma fase de evolução. Novos equipamentos foram trazidos da Europa por médicos que visitavam outros países, para tentar desvendar a Radiologia. Com isso, um intenso processo de aprendizagem deu início em todos os cantos do país. Em 1936, a primeira bola dentro da Radiologia brasileira. O médico Manuel Dias de Abreu ganhou destaque internacional ao descobrir um método rápido e barato para se realizar exames do tórax, o que foi de grande importância para combater doenças pulmonares como a Tuberculose, que à época era uma epidemia e matava por falta de diagnóstico.

Em questões de profissionalização de pessoal, São Paulo foi quem deu o primeiro passo. No final dos anos 40, depois de tantas provas de que a tecnologia radiológica poderia ser mais bem explorada, governantes e gestores acabam se convencendo da importância de formar operadores de raios-x. Nasce assim o termo Técnico em Radiologia. O Hospital de Clínicas de São Paulo foi onde teve início, em março de 1951, o primeiro curso técnico em Radiologia, com 50 alunos.

A partir daí, só vitória. Os cursos se consolidaram, os profissionais passaram a produzir conhecimentos científicos com o passar dos anos e começaram a ter força para se organizar e criar sociedades científicas para regulamentar as técnicas radiológicas no Brasil. Em outubro de 1985, após uma longa jornada nas casas legislativas do país, sanciona-se a Lei 7.394, que regula o exercício de Técnico em Radiologia. Dois anos mais tarde, foi instalado o Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia (CONTER) e, imediatamente a seguir, os seis primeiros Conselhos Regionais de Técnicos em Radiologia (CRTRs): o da 1ª Região (Distrito Federal, Goiás, Pará, Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amapá e Roraima), da 2ª (Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão), da 3ª (Minas Gerais e Espirito Santo), da 4ª (Rio de Janeiro), da 5ª (São Paulo) e da 6ª Região (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná).

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