Uma competição sem risco radiológico

Ação controla o acesso de materiais radioativos nos locais de competição das Olimpíadas e Paralimpíadas do Rio

Os jogos olímpicos e paralímpicos do Rio de Janeiro estão contando com o auxílio de peso para a sua segurança. Uma ação coordenada pelas Forças Armadas, com assessoria técnica da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), controla todo o acesso aos locais de competição, para impedir a entrada de materiais radioativos ou nucleares para uso ilícito, que podem colocar em risco a segurança do público. Além disso, os técnicos fizeram inspeção em todas as instalações olímpicas antes da competição.

Os equipamentos utilizados na ação foram cedidos pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e pelo Departamento de Energia Norte-Americano e distribuídos pelo Instituto de Radioproteção e Dosimetria, que também realizou treinamento para diversas equipes que estão atuando nos jogos. Os equipamentos utilizados detectam elementos radioativos, identificam suas atividades e concentrações. Além disso, permitem maior facilidade de medição, com menores incertezas associadas. Eles se utilizam de uma biblioteca de dados nucleares e graças à alta sensibilidade conseguem fazer uma leitura mais precisa.

Alexandre Lima

Além de atuar no acesso aos locais de competição, o IRD permanece com uma equipe de resposta a ocorrências de natureza radiológica e nuclear, em suporte às Forças de Segurança Pública. Outra equipe, especializada em resposta a emergências radiológicas e nucleares, é mantida em regime de sobreaviso.

O instrutor da Maxim, Alexandre Lima (foto), está fazendo parte da equipe que está atuando nos jogos: “está sendo uma experiência ímpar contribuir com a segurança física e radiológica dos Jogos Olímpicos Rio 2016”, contou ele.

“Nós temos a missão de garantir a segurança do público atuando no controle de acesso, juntamente com a Força Nacional. É um trabalho de prevenção”, comenta Alexandre a respeito da importância da ação. “Não podemos contar com a sorte, temos que manter as barreiras de detecção sempre atentas e funcionais”, finaliza.