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Maxim participa da Conferência Internacional sobre Segurança Nuclear

Tendo como tema comprometimento e ação, a conferência serviu de espaço para discutir o  contexto atual e futuros desenvolvimentos na área

Alexandre Lima - Representante da Maxim

Alexandre Lima – Representante da Maxim Cursos

Seguindo o sucesso da Conferência Internacional sobre Segurança Nuclear: Reforçando os Esforços Globais, realizada em 2013, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) organizou nesta semana mais um evento sobre o tema. Realizada na sede da AIEA, na Áustria, o encontro reuniu milhares de pessoas e mais de 120 representantes dos Estados-Membros, que compartilharam conhecimento técnico e expertise sobre a área. O fórum global discutiu questões ligadas ao contexto atual e futuros desenvolvimentos da segurança nuclear.

Este ano, o tema do encontro é comprometimentos e ações que podem ser realizados nos âmbitos científico e tecnológico para a promoção da proteção. Foram realizadas mais de 30 sessões técnicas paralelas sobre questões científicas, técnicas, jurídicas e regulamentares específicas relacionadas com o tema. Os resultados dessas discussões servirão de base para o Plano de Segurança Nuclear da AIEA, que será adotado de 2018 a 2021.

Durante premiação de jovens cientistas no evento, o diretor-geral da AIEA Yukiya Amano,  fez questão de encorajar estudantes a considerar a carreira em ciência e tecnologia nuclear. Segundo Amano, a premiação “oferece à população jovem uma oportunidade de contribuir com a prosperidade para os países dos próprios participantes e do mundo inteiro”. Complementando a opinião de Amano, Tim Andrews, Chefe do Programa de Desenvolvimento e Seção de Cooperação Internacional, aponta que os jovens têm o potencial de fornecer novos e poderosos insights para o futuro da segurança nuclear.

 

Camila Araújo - Tecnóloga em Radiologia representante da Maxim Cursos

Camila Araújo – Tecnóloga em Radiologia e representante da Maxim Cursos

A conferência é o ambiente propício para interação entre empresas de várias partes do mundo, tanto na área educacional, como na área de consultoria técnica, além possibilitar o intercâmbio de conceitos entre os conferencistas. Buscando esta troca de ideias que eventos como este promove, a Maxim esteve representada pela tecnóloga em radiologia, Camila Araújo. Segundo a nossa representante, a “participação [neste evento] me fez enxergar que o Brasil está muito bem representado no contexto internacional, mas precisa ampliar seus recursos humanos e tecnológicos para disseminar melhor a cultura de segurança no país. A Maxim vem contribuindo com essa disseminação através do ensino, seja por meio de seus treinamentos, ou por meio de palestras durante eventos promovidos por faculdades e universidades”.

Prevenção e segurança: o manuseio adequado de materiais radioativos

Ao longo dos anos, a humanidade pôde conhecer os perigos das radiações ionizantes. Embora apresente inúmeros benefícios à saúde, a radiação, utilizada de forma descontrolada, pode ser letal.
Ela pode danificar o material genético, causar mutações no aparelho reprodutor e provocar reações na pele.

Por isso, os profissionais que lidam diariamente com materiais radioativos precisam se prevenir e executar seus trabalhos estritamente baseados nos princípios da proteção radiológica. Estabelecidos como medidas para proteger os indivíduos e o meio ambiente contra possíveis danos causados pela radiação ionizante resultante de fontes produzidas artificialmente, esses princípios levam em consideração a necessidade e o resultado da prática, o tempo e o nível de exposição, além limitar as doses de radiação.

É sempre importante certificar-se de que os procedimentos são realizados com segurança e por profissionais devidamente habilitados. Atentas a essa necessidade, empresas que manipulam esses materiais buscam sempre por pessoas com uma formação teórica e prática que leve em consideração recomendações e regulamentações nacionais e internacionais sobre a proteção radiológica e suas implementações. A Maxim oferece o curso de Pós-Graduação em Proteção Radiológica em Aplicações Médicas, Industriais e Nucleares para atender às necessidades desses profissionais na formação e aquisição de uma sólida base em proteção radiológica e segurança de fontes radioativas.

 As empresas que trabalham com materiais ionizantes precisam preocupar-se em seguir algumas regras básicas. É indispensável delimitar zonas e áreas de acesso controlado e vigiado e higienizar as mãos antes e depois do manuseio com o material. Além disso, é obrigatório utilizar todo equipamento de segurança descrito ou não no Programa de Proteção Radiológica (aventais, óculos, luvas, entre outros). O dosímetro é um desses equipamentos e torna-se essencial, já que tem como objetivo determinar a exposição de radiação recebida pelo usuário em um determinado período de tempo. A sua utilização é exigida para operadores de equipamentos emissores de radiação em clínicas radiológicas, odontológicas ou médicas, assim como em indústrias e laboratórios.

Os equipamentos de proteção individual (EPIs) são utilizados para prevenir todos os riscos ameaçadores da sua saúde ou segurança durante o exercício de uma determinada atividade. No entanto, apenas os EPIs não são sinônimo de segurança, é preciso formação adequada para executar as atividades que possam colocar em risco a vida dos indivíduos.

Uma competição sem risco radiológico

Ação controla o acesso de materiais radioativos nos locais de competição das Olimpíadas e Paralimpíadas do Rio

Os jogos olímpicos e paralímpicos do Rio de Janeiro estão contando com o auxílio de peso para a sua segurança. Uma ação coordenada pelas Forças Armadas, com assessoria técnica da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), controla todo o acesso aos locais de competição, para impedir a entrada de materiais radioativos ou nucleares para uso ilícito, que podem colocar em risco a segurança do público. Além disso, os técnicos fizeram inspeção em todas as instalações olímpicas antes da competição.

Os equipamentos utilizados na ação foram cedidos pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e pelo Departamento de Energia Norte-Americano e distribuídos pelo Instituto de Radioproteção e Dosimetria, que também realizou treinamento para diversas equipes que estão atuando nos jogos. Os equipamentos utilizados detectam elementos radioativos, identificam suas atividades e concentrações. Além disso, permitem maior facilidade de medição, com menores incertezas associadas. Eles se utilizam de uma biblioteca de dados nucleares e graças à alta sensibilidade conseguem fazer uma leitura mais precisa.

Alexandre Lima

Além de atuar no acesso aos locais de competição, o IRD permanece com uma equipe de resposta a ocorrências de natureza radiológica e nuclear, em suporte às Forças de Segurança Pública. Outra equipe, especializada em resposta a emergências radiológicas e nucleares, é mantida em regime de sobreaviso.

O instrutor da Maxim, Alexandre Lima (foto), está fazendo parte da equipe que está atuando nos jogos: “está sendo uma experiência ímpar contribuir com a segurança física e radiológica dos Jogos Olímpicos Rio 2016”, contou ele.

“Nós temos a missão de garantir a segurança do público atuando no controle de acesso, juntamente com a Força Nacional. É um trabalho de prevenção”, comenta Alexandre a respeito da importância da ação. “Não podemos contar com a sorte, temos que manter as barreiras de detecção sempre atentas e funcionais”, finaliza.