Lugar de mulher é na ciência!

 

Às vezes sem o devido reconhecimento, as cientistas já provaram que têm papel fundamental na ciência

 

Rosalind Franklin - a mãe do DNA Fonte: rosalindfranklin.edu

Rosalind Franklin – a mãe do DNA
Fonte: rosalindfranklin.edu

 

A ciência – assim como a maior parte da sociedade – reserva pouco crédito às mulheres, às suas contribuições e aos seus esforços. Por exemplo, de um total de 203 pessoas que ganharam o Prêmio Nobel de Física, apenas duas eram mulheres (Marie Curie em 1903 e Maria Goeppert-Mayer em 1963). Invenções e descobertas que transformaram a trajetória humana foram atribuídas, basicamente, aos homens, mesmo que o papel das mulheres tenha sido definitivo para as pesquisas.

A exclusão das mulheres no campo da ciência é histórica, pois durante séculos era comum em todo o mundo leis que proibiam mulheres de registrar qualquer tipo de propriedade em seus nomes, inclusive a intelectual. Isto é, quando algo era inventado a patente teria que ser registrada no nome de seus pais ou maridos. O exemplo mais famoso dessa injustiça é o caso da americana Sybilla Masters (1675-1720), inventora que patenteava suas criações no nome do marido Thomas Masters. Além de leis que impediam mulheres de registrar patentes, no passado o acesso à educação escolar era restrita aos homens.

Outro exemplo de exclusão de cientistas mulheres é a história da biofísica Rosalind Franklin, que na década de 1950 começou a aplicar estudos sobre a difração dos raios-x para determinação da estrutura da molécula do DNA. As pesquisas de Franklin levaram à compreensão sobre a estrutura e as funções do DNA, no entanto, apenas seus companheiros receberam o devido reconhecimento na época. Em 2010, comprovou-se que Franklin, hoje considerada a “mãe do DNA”, fez os melhores registros fotográficos da estrutura até então, usando técnicas de raios-x.

Embora o espaço das mulheres ainda não seja igual ao dos homens na ciência, há histórias de sucesso e devido reconhecimento. É o caso da química e física polonesa Marie Curie (1867–1934), que recebeu dois prêmios Nobel pelo pioneirismo nas pesquisas na área da radioatividade. A filha de Curie, Irene Joliot-Curie (1897–1956), seguiu os estudos sobre a radioatividade e recebeu o prêmio Nobel de Química, em 1935. Os trabalhos das duas constituem as maiores contribuições para a descoberta das características e técnicas de aplicações dos raios ionizantes.

É verdade que diversas mulheres já tenham sido recompensadas por seus trabalhos, porém isso não significa que a discriminação não exista mais. No entanto, como em diversas profissões, as mulheres vêm alcançando a equidade em relação ao sexo oposto e derrubando preconceitos. Especificamente no campo da radiologia, o papel das mulheres tem significantes resultados e alguns casos de reconhecimento, ainda que tardios. Assim, sobra esperança e desperta-se o estímulo para que elas estejam livres e possam contribuir cada vez mais com a ciência.