A indispensável pós-graduação

Hoje difundida, a pós-graduação passou por um processo gradativo e avançou no país a ponto de se tornar indispensável

 pos-maximO início e o desenvolvimento dos cursos de pós-graduação no Brasil estão atrelados à criação das universidades no país e à necessidade de capacitação frente ao mercado cada vez mais competitivo. A partir de 1930, com a proposta do Estatuto das Universidades Brasileiras, o recém-criado Ministério da Educação e Saúde Pública propôs a implantação de uma pós-graduação nos moldes europeus nas universidades. Esse modelo foi implantado primeiramente nos cursos de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro e na Faculdade Nacional de Filosofia e na Universidade de São Paulo.

Nas duas décadas seguintes, a pós-graduação no país cresceu pouco. Em 1940, o termo “pós-graduação” foi estabelecido pelo Estatuto da Universidade do Brasil e na década seguinte diversos acordos com escolas e universidades norte-americanas e brasileiras propiciaram o intercâmbio entre os países de estudantes, pesquisadores e professores.

A consolidação do ensino superior e das atividades acadêmicas ocorreu de fato no contexto de crescimento econômico e reforço no entendimento da indispensabilidade das pesquisas científicas e tecnológicas dos anos 1960 e 70. Em 1965 existiam em torno de 68 programas de pós-graduação no país e dez anos depois as universidades já disponibilizavam 429 opções de cursos de mestrado e 149 de doutorado. É nessa época que as distinções entre pós-graduações stricto sensu e lato sensu são estabelecidas, a primeira designando os programas de mestrado e doutorado e a segunda incluindo os cursos de especialização (como os cursos que a Maxim oferece).

Essa expansão não foi apenas quantitativa, mas promoveu a entrada de novos públicos no sistema, como as mulheres, que ingressaram maciçamente nos cursos superiores; pessoas mais velhas, já inseridas no mercado de trabalho, perceberam o ensino superior como uma nova oportunidade de crescimento na carreira; e a população de renda mais baixa, que antes não via a carreira universitária como perspectiva possível em sua formação. Assim, podemos afirmar que o nível de desenvolvimento humano de um país depende obrigatoriamente da qualidade da educação promovida por suas instituições.

Nas décadas seguintes o leque de opções de cursos stricto sensu e lato sensu cresceu exponencialmente, gerando uma maior possibilidade de inserção da população como um todo nas pós-graduações. Para se ter ideia, entre os anos de 1996 e 2014, o número de doutores cresceu quase 500%. O crescente avanço da pós-graduação no país serve de justificativa para a necessidade de aprimoramento e qualificação a fim de disputar uma vaga no mercado de trabalho.